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"A pedagogia, arte e ciência de ensinar, não pode ser
reduzida a mera metodologia: ela inclui uma perspectiva do mundo
e uma visão de pessoa humana ideal que se pretende formar"
(do livro Pedagogia Inaciana, no. 11). No nosso caso, o objetivo
de destaque da educação da Companhia de Jesus é o desenvolvimento
global da pessoa que conduz a uma ação inspirada pelo espírito.
Desejamos formar homens e mulheres que se coloquem a serviço dos
outros, para transformar a sociedade num espaço de igualdade e
de justiça, mais próximo do Reino de Deus.
Para conseguir isso, sonhamos com
uma sala de aula que seja um lugar parecido com esse Reino. Um espaço
de diálogo e de construção coletiva, onde todos tenham vez e voz.
Um lugar marcado pela vivência concreta dos valores cristãos, no
qual alunos e professores possam ir assumindo um verdadeiro protagonismo
na transformação das estruturas sociais.
Inspirando-se na ação de Inácio de
Loyola como orientador espiritual, e articulando seus princípios
com os saberes das tendências atuais da educação, construímos nossa
prática segundo as dimensões da Paradigma Pedagógico Inaciano,
numa caminhada educativa em busca da excelência acadêmica e humana.
Antes de entrar na sala de aula,
estamos atentos à dimensão da contextualização. Cada ação educativa,
cada escolha de conteúdos e procedimentos depende do contexto em
que atuamos.
Ao planejar uma atividade pedagógica, é preciso considerar:
- o que o aluno sente?
- o que o aluno pensa?
- que idéias ele traz?
- como é sua vida?
- o que ele já sabe sobre a matéria?
É bom também conhecer a linha de trabalho da sua
área, saber dos pontos trabalhados em outras séries... E, é claro,
estar sintonizado com tudo o que ocorre na cidade, no país, no mundo...
As dimensões essenciais do Paradigma Pedagógico Inaciano são:
experiência - reflexão - ação - avaliação
Elas só se concebem de maneira integrada, mas vamos dividi-las (só
dessa vez) para entendê-las melhor.
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Essa
dimensão envolve o "sentir e saborear internamente" tudo aquilo
que se estuda, se lê, se aprende.
Implica levar o aluno a usar a imaginação, os sentidos, ultrapassando
a compreensão puramente intelectual e levando a reações de caráter
afetivo com relação ao que se conhece.
Para entender isso melhor, leia os trechos do livro Pedagogia
Inaciana - uma proposta prática, números 42 a 46; a palestra "A
experiência" do Pe. Jesus Montero Tirado na Reunião dos Delegados
de Educação de 1999; ou o famoso livro de Howard Gardner, "A inteligência
emocional". |
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Na dimensão da reflexão, os sentidos
e sentimentos implicados na experiência (memória,
entendimento, imaginação, reações
afetivas...) são trazidos à tona para captar o significado
mais profundo daquilo que está sendo estudado, fazendo
relações com outros temas e aspectos do conhecimento.
O aluno está fazendo uma reflexão no sentido do Paradigma Inaciano...
(cf. Pedagogia Inaciana - nos.50-54)
- quando percebe algo com maior clareza
- quando diagnostica as causas dos sentimentos
que experimentou
- quando penetra mais a fundo nas implicações
do que chegou a entender
- quando constrói convicções
pessoais sobre fatos, verdades, opiniões
- quando consegue compreender quem é e
quem deveria ser em relação aos outros...
Para entender isso melhor, leia os trechos
do livro Pedagogia Inaciana - uma proposta prática, números 47
a 58; e também o livro de Jean Piaget (org.) "Educar para o futuro".
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Inácio de Loyola
escreveu que "o amor se mostra com fatos, e não com palavras". A
experiência e a reflexão inacianas seriam estéreis se não levassem
à ação.
Esperamos contribuir com nossa educação para que os alunos sejam
capazes de AGIR. Agir com relação a cada conteúdo, passando a amar
o saber e desejando conhecer mais. Agir em suas próprias vidas,
tornando-se pessoas melhores. Agir no contexto social, comprometendo-se
com a construção de novas estruturas à luz da integração entre fé
e justiça.
Para entender isso melhor, leia os trechos do
livro Pedagogia Inaciana - uma proposta prática, números
59 a 62; também o artigo de Andrea Cecilia Ramal publicado
na Revista de Educação CEAP: "Ensinando
a pensar, incitando a agir".
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Assumindo
para si os desafios propostos pela FLACSI (Federação Latino-americana
de Colégios Jesuítas - http://www.flacsi.org),
reconhecendo aquelas estratégias que somente poderão ser concretizadas
no âmbito educacional da província através da atuação do CPPA, ficam
definidas as seguintes linhas prioritárias para os próximos anos:
a) Animação,
aperfeiçoamento e apoio à concretização da Proposta Educativa
da Companhia.
b) Formação
de jesuítas e leigos como membros do novo sujeito apostólico.
c) Incorporação
de novas tecnologias ao trabalho educativo.
d) Articulação
com outras obras apostólicas e sub-setores educativos.
e) Integração
das famílias de alunos aos processos apostólicos e educativos
dos colégios.
f) Participação
em políticas públicas de educação.
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É claro
que para esse trabalho educativo dar certo, não basta avaliá-lo
uma vez por bimestre. É preciso estar em permanente avaliação.
E, para manter a coerência com as outras dimensões do paradigma
inaciano, a avaliação não pode ser punitiva, excludente, massificadora
nem apavorante!
Em coerência com toda a prática, a avaliação
deve ser um processo natural, que dá tanto ao aluno como ao professor
a possibilidade de verificar se tudo está bem ou se ainda pode melhorar
mais.
Em coerência com toda a prática, a avaliação
deve ser um processo natural, que dá tanto ao aluno como ao professor
a possibilidade de verificar se tudo está bem ou se ainda pode melhorar
mais.
Você sente afinidade com essa proposta?
Então pratique e relate sua experiência. |
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